Reuters
É o 1º dia de negócios no Emirado desde anúncio de moratória.Mercado esteve fechado desde 26 de novembro por feriado.
As bolsas de valores dos Emirados Árabes Unidos caíam fortemente nesta segunda-feira (30) e devem continuar sob pressão nos próximos dias, até que haja um maior esclarecimento sobre a situação de dívida de Dubai, disseram operadores e analistas. O movimento de venda, no entanto, não contaminou a Ásia nem os futuros de Wall Street e na Europa o impacto era limitado, assim como sobre as moedas. Na véspera, o banco central dos Emirados Árabes Unidos anunciou um novo instrumento de liquidez adicional para os bancos comerciais. Dubai pegou os mercados de surpresa na última quarta-feira ao pedir aos credores da estatal Dubai World, o conglomerado por trás de sua rápida expansão, e da Nakheel, construtora de suas ilhas, que aguardem o pagamento de bilhões de dólares em dívida, em um primeiro passo de uma reestruturação.
A bolsa de Dubai recuava 7,19%, a 1.942 pontos, às 7h01 (horário de Brasília). O índice de Abu Dhabi declinava 8,24%, para 2.670 pontos. No primeiro dia de negócios desde que Dubai pediu um adiamento do pagamento de bilhões de dólares em dívida na última quarta-feira, 15 das 32 ações de Dubai abriram no limite de baixa. Em Abu Dhabi, outro emirado, 22 das 60 ações abriram no limite.
Os papéis do Banco Nacional de Abu Dhabi perdiam 9,7%, depois de a instituição dizer ter US$ 345 milhões em exposição a duas empresas filiadas à empresa Dubai World, que enfrenta os problemas de dívida. "É muito difícil prever o que vai acontecer ou quando as coisas vão se estabilizar", disse Hashem Montasser, diretor-gerente do banco. "Precisamos de mais esclarecimentos para tomar decisões de uma melhor forma. No entanto, não há necessidade para pânico." As bolsas dos Emirados Árabes Unidos estiveram fechadas pelo feriado de Eid al-Adha em 26 de novembro e nesta semana operam apenas nesta segunda-feira e na terça-feira. "A confiança do investidor leva anos para ser construída e segundos para ser destruída", afirmou Matthew Wakeman, diretor-gerente de ações do EFG-Hermes. "Provavelmente não haverá estabilização até a próxima semana, já que esta semana é curta."
Ênyo Menezes
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