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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bancos diminuem recomendação para Embraer após resultados trimestrais

SÃO PAULO - Embora tenha reportado lucro melhor do que o visto no terceiro trimestre do ano passado, o mercado reagiu mal ao resultado da Embraer (EMBR3), divulgado na última quinta-feira (29), com forte desvalorização de suas ações após a divulgação. Nesta terça-feira (3), o BofA e o Bradesco diminuíram suas recomendações e preço-alvo para as ações da empresa.O Bradesco diminuiu a recomendação para os papéis da fabricante de aeronaves de acima do mercado para em linha com o mercado, e reduziu seu preço-alvo de R$ 17 para R$ 13 por ação, representando um upside de 45,4% com relação às cotações do dia 30 de outubro. A projeção para a receita líquida em 2009 foi revisada, de R$ 10,204 bilhões para R$ 9,899 bilhões; enquanto o lucro líquido de 2010, previsto anteriormente em R$ 772,8 milhões, agora é projetado em R$ 184,3 milhões.Já o BofA Merrill Lynch diminuiu a recomendação para os ADRs da Embraer de acima do mercado para neutro, e o preço-alvo de US$ 25,50 para US$ 18. A equipe ressaltou ainda que, caso a empresa performe em linha com as margens do setor, e não acima como está previsto, o preço-alvo pode cair ainda mais.Os analistas do banco criticaram a falta de clareza do fluxo de caixa da empresa, afirmando que isso os leva a assumir uma geração de caixa fraca. Com isso, as estimativas de lucro foram revisadas para baixo até 2013, com nova expectativa de lucro por ação de US$ 1,05 para 2009 e US$ 1,10 em 2010, ante projeção anterior de US$ 1,60 e US$ 2,15, respectivamente.Demanda fraca e maior competitividadePara o Bradesco, a Embraer está sofrendo com a diminuição global da venda de aeronaves, e vai precisar de um grande esforço comercial para se recuperar no curto prazo. Com isso, a equipes diminuiu as estimativas de vendas para 2009 e 2010, para 232 aeronaves nos dois anos, mesmo número do guidance revisado pela Embraer.A equipe do BofA Merrill Lynch destacou ainda o aumento da competitividade, sobretudo com as aeronaves russas, japonesas e chinesas o que deve pressionar os preços, e consequentemente as margens, para baixo. Os analistas ressaltaram ainda a dificuldade de financiamentos para esse tipo de compra atualmente.Para os analistas dos dois bancos, as margens operacionais devem se recuperar apenas a partir de 2011.
Fonte: InfoMoney

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