quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Melhor investimento de 2009: Ibovespa sobe 82,66% em seu melhor ano desde 2003
Bem atrás aparecem as alternativas de renda fixa, como CDI (retorno nominal de 9,8% em 2009), CDB (9,7%) e poupança (6,9%). Enquanto dólar e ouro se mostraram escolhas pouco interessantes, já que acumularam retorno nominal negativo. Para se ter uma ideia, a desvalorização do dólar comercial em 2009 foi de 25,4%, a maior desde que o Real foi criado, em 1994.
Por fim, o ouro, que vem de repique nas últimas semanas do ano e até o início de dezembro marcava forte valorização, perdeu fôlego no final e fechou 2009 no vermelho.
O 2009 dos mercados
O ano começou com a dúvida da eficácia dos pacotes emergenciais de socorro às economias em todo o mundo e termina com a dúvida se estas economias conseguirão caminhar sem eles daqui em diante.
Var. do Ibovespa
Janeiro +4,66%
Fevereiro -2,84%
Março +7,18%
Abril +15,55%
Maio +12,49%
Junho -3,26%
Julho +6,41%
Agosto +3,14%
Setembro +8,90%
Outubro +0,05%
Novembro +8,93%
Dezembro +2,30%
Nem tinha como ser diferente. O que o mercado tinha em mãos ao início de 2009 era uma enxurrada de indicadores deteriorados da economia real, fraco desempenho corporativo - que se refletia em milhares de demissões ao redor do mundo e só traziam mais desalento - e temor de que os ocorridos em setembro (quebra do Lehman Brothers) e outubro (mínimas das bolsas globais) de 2008 ainda não significavam o fundo da maior crise desde a década de 1930.
A situação dos bancos era nebulosa, o mercado de crédito resistia em voltar a fluir, a economia ainda sentia o peso das consequências da crise e os pacotes de estímulo econômico ainda estavam em fase de implementação. Difícil dar muito crédito às projeções de que, dali em diante, o caminho era de retomada.
Este primeiro momento de desconfiança demorou a ceder espaço. A virada viria somente ao final de março, sem um marco único, mas sim por uma junção de fatores: percepção de que o ritmo de contração dos indicadores econômicos diminuia, retomada gradual dos lucros corporativos e primeiros sinais de eficácia dentre as medidas governamentais são alguns deles.
Seria errado falar que o cenário dos mercados de capitais transigiu tranquilamente. Até mesmo o ambiente de melhores perspectivas, visto a partir do segundo trimestre e com corpo nos últimos meses do ano, veio sempre acompanhado de questionamentos. As melhoras vistas naquele primeiro momento se conservariam? Será que as perspectivas não estavam demasiadamente otimistas? A precificação de retomada não estava exagerada - estava em formação uma bolha nos ativos de risco?
Depois de um meio de ano recheado de pregões vigorosos, os últimos meses de 2009 viriam para frear um pouco o ritmo de recuperação. Independente do quão fundamentados ou exagerados foram os ganhos na renda variável, os mercados novamente freiam o ritmo de compras e preferem "esperar para ver", sendo que agora as dúvidas são outras.
Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos:
Investimento 2009 Real* 2008 Real**
Ibovespa +82,66% +85,85% -41,22% -46,48%
CDI*** +9,81% +11,73% +12,04% +2,02%
CDB **** +9,72% +11,64% +12,30% +2,26%
Poupança +6,92% +8,79% +7,90% -1,75%
Ouro -3,05% -1,35% +32,13% +20,31%
Dólar Ptax -25,49% -24,19% +32,00% +20,19%
IGP-M -1,72% +9,81%
* Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em -1,72% em 2009
** Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em +9,81% em 2008
*** Taxa Efetiva Anbima
**** Taxa pré 30 dias
Não podemos deixar de citar que em 2009 o Brasil mostrou sua força. O terceiro grau de investimento, a conquista da sede das Olimpíadas de 2016, o forte fluxo de investimento estrangeiro, os números da nossa economia e o posicionamento das nossas empresas em âmbito global são apenas alguns dos elementos que simbolizam como o Brasil performou durante este 2009 de saída da crise - até renderam uma capa na conceituada revista The Economist. Há quem diga que não somos mais emergentes, já emergimos.
O Brasil é a bola da vez, nossa bolsa é a que mais subiu no mundo (medindo o desempenho em dólar dos índices de ações). O governo quer evitar a formação de uma bolha nos ativos financeiros e conter a desvalorização do dólar, e para isso taxou capital estrangeiro e emissões de DRs - medida que rendeu muitas críticas e poucos resultados. Para o início de 2010, vale a pena monitorar o fundamento por trás dos 82,66% de alta do Ibovespa no ano que termina.
Diogo Patriota.
Frases
Warren Buffet
Economia doméstica no Brasil
Para o diretor da Ágora Corretora Alvaro Bandeira, o que vai definir se 2010 será um ano bom ou maravilhoso é o processo de retirada dos estímulos fiscais e monetários implementados por diversos países. "É isso que vai determinar a liquidez nos mercados financeiros", afirma. O início desse movimento de desmontagem dos incentivos concedidos pelos governos para combater os efeitos perversos da crise financeira é esperado a partir de março do ano que vem. Bandeira projeta o Ibovespa entre 80 mil e 85 mil pontos, ou seja, crescimento entre 20% e 25%.
"Independentemente da retirada, o efeito positivo dos estímulos fiscais e monetários tende a se dissipar ao longo de 2010 e, com isso, a economia global pode apresentar um crescimento menos vigoroso do que o que vem sendo esboçado", afirma o estrategista de ações de Brasil do Santander, Marcelo Audi. Esse é o maior risco para a Bovespa no ano que vem, segundo ele.
Ênyo Menezes
Bolsa mira 80 mil pontos em 2010 com recuperação global
Essa valorização do Ibovespa acumulada em 2009 é ainda mais estonteante quando comparada à rentabilidade do índice Dow Jones, de 19,6%, que por sua vez é similar às das bolsas de Londres, 19,9%, e Paris, 19% - dados computados até ontem. A Bovespa amargou somente dois meses de perdas (fevereiro e junho). O mercado de ações brasileiro está bem perto de recuperar o recorde histórico de 73.516 pontos, atingido em maio de 2008.
Para 2010, a promessa é de um ano muito favorável à Bolsa brasileira, sustentado principalmente pelo crescimento da economia doméstica, já que o mundo tende a apresentar recuperação moderada. Mas os ganhos fartos vistos neste ano não devem se repetir com a mesma intensidade e a volatilidade pode ser exacerbada em função de variáveis externas. As previsões para o Ibovespa giram em torno de uma valorização 25% a 30%, o que colocaria o índice à vista no patamar dos 80 mil/89 mil pontos.
Apesar de parecer muito, após o excelente ano de 2009, a Bovespa ainda tem espaço para continuar avançando por causa da boa perspectiva de crescimento econômico para 2010 e da melhora dos fundamentos, afirma o diretor de Investimento da HSBC Global Asset Management, Mario Felisberto. Ele projeta o índice à vista em torno de 80 mil pontos, com um aumento de 28% nos lucros das empresas brasileiras.
Ênyo Menezes
Bolsas asiáticas fecham em alta; Xangai avança 1,6%
A Bolsa de Hong Kong fechou novamente estável. O declínio nos bancos chineses ofuscou os ganhos no peso pesado China Mobile, que subiu 1% ao negar que as investigações do governo sobre seu vice-chairman irão afetar os planos de expansão doméstica. O índice Hang Seng caiu apenas 2,8 pontos, ou 0,01%, e terminou aos 21.496,62 pontos.
Já as Bolsas da China tiveram o terceiro pregão seguido de alta. Os ganhos foram alavancados pelos bancos, após recentes correções com expectativas de que irão apresentar fortes rendimentos, e pelas petrolíferas, por conta do aumento do preço do petróleo. O índice Xangai Composto subiu 1,6% e encerrou aos 3.262,60 pontos. O índice Shenzhen Composto ganhou 0,2% e terminou aos 1.193,90 pontos.
Por sua vez o índice Nikkei do Japão caiu 0,86% , sua maior queda desde 10 de dezembro.
Ênyo Menezes
BNDES aprova financiamento de R$ 407,7 mi para LLX
Localizado no município de Itaguaí (RJ), o Porto Sudeste está sendo desenvolvido como um terminal portuário privativo de uso misto, com profundidade de 20 metros e retroárea de 52 alqueires (ha), com capacidade inicial para movimentar 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Segundo a LLX, o porto deverá escoar a produção da MMX Mineração e Metálicos em Minas Gerais e de outros produtores de minério de diversas áreas do Quadrilátero Ferrífero mineiro.
Ênyo Menezes
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Confira os indicadores e eventos corporativos previstos para terça-feira
Cenário interno
A Fundação Getulio Vargas divulga o IGP - M (Índice Geral de Preços - Mercado), cuja variação é comparada com a respectiva parcial do mês anterior. O Banco Central divulga a Nota de Política Monetária, que contém estimativas sobre a base monetária, os empréstimos de bancos privados e o total de empréstimos no mercado financeiro.
Destaque também para o balanço do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que acompanha coletiva do presidente da instituição, Luciano Coutinho, no início da tarde.
Indicadores brasileiros Horário de Brasília Referência Anterior Expectativa
Nota de Política Monetária
10h00 Novembro - -
IGP - M
8h00 Dezembro - -
Desempenho BNDES 14h00 2009
Cenário externo
Nos EUA, será divulgado o Consumer Confidence referente ao mês de dezembro, medido pela Conference Board. Esse índice mede a confiança dos consumidores em cerca de 5 mil lares norte-americanos. Ainda nesta terça-feira, a agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's) publica o S&P/Case-Shiller Home Price de outubro. O indicador denota a trajetória dos preços das casas nos EUA por meio de uma média móvel trimestral.
Indicadores Horário de Brasília Referência Anterior Expectativa
Consumer Confidence 12h00 Dezembro - -
S&P/Case-Shiller Home Price 12h00 Outubro - -
Por: Tainara Machado
29/12/09 - 06h00
InfoMone
Diogo Patriota.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Análise IBOV
Diogo Patriota.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Feliz Natal
A equipe Stock Trading-Bovespa, deseja um natal repleto de paz,amor e muito sucesso nos investimentos.quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Bolsas da Ásia fecham em alta
Ênyo Menezes
BC vê risco de inflação e sinaliza alta no juro
Além disso, o relatório também previu que a inflação no próximo ano deva ficar ligeiramente acima do centro da meta de 4,5% e que o risco de pressão nos preços será ainda maior. Devido aos números, o BC reforçou seu discurso conservador, afirmando que agirá "preventivamente" para conter possíveis picos inflacionários
Ênyo Menezes
Prévia da inflação oficial fecha 2009 em 4,18%
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou em dezembro, refletindo principalmente o alívio nos custos de alimentação.
O indicador subiu 0,38% neste mês, após elevação de 0,44% em novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23). A mediana e a média de 30 projeções apontaram taxa de 0,34% neste mês, ante 0,44% em novembro. Os prognósticos oscilaram de 0,30 a 0,42%.
Ênyo Menezesterça-feira, 22 de dezembro de 2009
MMX firma contrato comercial e de serviços portuários com a CSN
Em comunicado enviado ao mercado na última segunda-feira (21), a companhia afirma que ambas as envolvidas entraram em um acordo, promovendo alterações em algumas condições de implementações previstas para 2010.
Detalhes do contrato“O novo contrato prevê que a MMX terá espaço para exportar 1 milhão de toneladas de minério de ferro em 2010 pelo Terminal de Cargas do Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro” , relatou o documento.
Por sua vez, no contrato, a CSN “se compromete a adquirir no mínimo 1,5 milhão de toneladas de ferro da MMX”.
Ênyo Menezes
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Análise IBOV
No curtíssimo prazo o mercado pode apresentar algum repique após a formação de um harami de reversão na sexta, mas a expectativa para o prazo um pouco maior é continuação da correção, com primeiro objetivo em 65700 e objetivo mais afastado na faixa de 60 mil pontos. Mude de expectativa no caso de superação dos 69800, o que levaria o mercado para o teste do topo histórico em 73900.
Fonte:Leandro&Stormer
Diogo Patriota.
Eike prepara para Maio a abertura de capital de sua holding
Eike tem dito a investidores que pretende conseguir US$ 10 Bi (isso mesmo, não é erro de digitação), sendo assim a IPO da EBX superaria a IPO do Santander (SANB11) que ocorreu em Outubro deste ano e auferiu o recorde de maior IPO do Brasil com US$ 8,1 Bi.
Portanto é bom ficarmos na espera para essa IPO que com certeza promete muito. A fortuna do midas brasileiro já beira os US$ 20 Bi.
Ênyo Menezes
Curtas
Mais um banco quebrou nos EUA. O Rock Bridge Commercial Bank é o número 134 da lista, segundo a FDIC, órgão que assegura os depósitos bancários nos Estados Unidos
Nouriel Roubini acredita que ainda há muita euforia com o Brasil. Entretanto o economista afirmou ser otimista caso aconteçam mudanças nos marcos regulatórios e investimentos em projetos de infra-estrutura
Ênyo Menezes
Petróleo em alta
Ênyo Menezes
Laep fechará capital da Parmalat
SÃO PAULO - A Laep Investments, dona da Parmalat, obteve autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para recomprar as ações de sua controlada e efetivar o fechamento de seu capital. Os detalhes da operação serão informados nos próximos dias e a compra dos ativos será feita por meio de outra controlada, a Lácteos do Brasil.
O papel ON da Parmalat, empresa que está em recuperação judicial, fechou a sexta-feira passada valendo R$ 7,75 e já acumula alta de 73% no mês de dezembro. Apenas na semana passada, o ativo disparou 61%. O papel PN quase não tem liquidez.De acordo com os últimos dados disponíveis, o capital da Parmalat é composto por 2.450.143.569 ações ON e 3.112.390 ações PN.
Vale lembrar que os papéis da Laep também apresentaram forte valorização na última semana, acumulando alta de 59%, para R$ 1,0, preço que não era atingido desde setembro do ano passado.Em abril, a Laep já tinha comunicado a intenção de recomprar os papéis da Parmalat e fechar o capital da companhia.
Ênyo Menezes
Novo salário mínimo poderá ser de R$ 510
O salário mínimo deverá ser elevado de R$ 465 para R$ 510 no ano eleitoral. Um aumento de 9,67%. Neste sábado, o relator-geral do Orçamento, Geraldo Magela (PT-DF), afirmou que elevou de R$ 810 milhões para R$ 870 milhões a previsão de receitas para aumento do mínimo. Antes, os recursos garantiam um reajuste de 8,7%, chegando a R$ 505,55.
A previsão inicial do governo era de um mínimo de R$ 505,90.O reajuste deverá ser feito por medida provisória, até o final deste mês, para que o novo valor comece a ser pago no início de janeiro. A expectativa é de que seja confirmado o valor de R$ 510. Isso porque o próprio ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já havia informado que o governo poderia arredondar o salário mínimo para facilitar a vida dos aposentados. "Mas a decisão final é do presidente Lula. Só estou dando a garantia de que há orçamento para que o salário mínimo chegue a R$ 510", destacou Magela.
Ênyo Menezes
Focus: mercado volta a elevar projeções para o PIB deste ano
Além de demonstrar leve melhora nas expectativas em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, com expectativas de queda de 0,23% em 2009, o mercado também elevou suas estimativas para o desempenho da produção industrial.
Para 2010, o destaque fica com a alta da projeção para a taxa básica de juro brasileira, passando de 10,63% para 10,75%.
InflaçãoAs estimativas para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo) em 2009 voltaram a recuar, passando de 4,31% para 4,29%. Já para o próximo ano, as projeções foram mantidas.Ao mesmo tempo, as projeções do mercado para os demais índices de inflação listados no documento também caíram, inclusive no que diz respeito ao resultado final esperado para dezembro. As projeções para o IGP - DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) passaram de 0,29% para 0,05%.
Ênyo Menezes
TAM anuncia compra da Pantanal por R$ 13 milhões
Vamos ficar de olho numa possível alta no papel hoje, pois o ativo TAMM4 está totalmente associado a altas advindas de notícias positivas para a empresa.
Ênyo Menezes
Mercado vê início da alta da taxa Selic em abril de 2010
Ênyo Menezes
Alguns investimentos no ano de 2009
O dólar, por exemplo, desvaloriza 23,74 % no ano (até 18/12). O ouro negociado na BMF tem ligeira desvalorização de 0,55% e o Euro cai 21,10%.
Já investimentos como poupança teve alta de 6,68% e o CDI alta de 9,55%.
Ênyo Menezes
Bolsas da Ásia fecham primeiro pregão da semana com sinais mistos
Na China, a bolsa de Xangai encerrou em alta após quatro quedas consecutivas. O índice SSE Composite registrou 0,29% de valorização aos 3.122 pontos. Já em Hong Kong, o indicador Hang Seng caiu pelo quinto pregão seguido. O índice Hang Seng cedeu 1,08% aos 22.948 pontos.
21 de dezembro de 2009 - As bolsas de valores do continente asiático encerraram o primeiro pregão da semana com sinais opostos. Boa parte dos mercados acionários registraram desvalorização puxados pelos papeis do bancos, enquanto em outras praças as companhias de tecnologia garantiram os lucros nessa segunda-feira.Na China, a bolsa de Xangai encerrou em alta após quatro quedas consecutivas. O índice SSE Composite registrou 0,29% de valorização aos 3.122 pontos. Já em Hong Kong, o indicador Hang Seng caiu pelo quinto pregão seguido.
O índice Hang Seng cedeu 1,08% aos 22.948 pontos.No Japão, o índice Nikkei 225 apresentou valorização de 0,41% aos 10.183 pontos, influenciado por boas notícias sobre as exportações no país. Em Taiwan, o referencial TSEC weighted index subiu 0,43% para 7.787 pontos.
Já na Coreia do Sul, o índice Kospi, da Bolsa de Valores de Seul, fechou em queda de 0,17% aos 1.644 pontos, enquanto na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, recuou 0,71% aos 16.601 pontos.
Ênyo Menezes
sábado, 19 de dezembro de 2009
Resultado da Enquete
50% das pessoas que votaram no nosso blog acreditam que fechará acima dos 70 mil pontos;
37% das pessoas acreditam que fechará em 70 mil pontos;
12% acreditam que fechará abaixo dos 70 mil pontos.
Obrigado por participar.
Equipe Stock Trading Bovespa
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Diário do Trader - 18/12/2009
Ênyo Menezes
Entenda a queda nas bolsas ontem
Ênyo Menezes
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Eike Batista
Eike Batista planeja tornar mais uma de suas empresas pública: a OSX Brasil, prestadora de serviços no setor petrolífero, pretende fazer uma IPO até março de 2010.
Vale também salientar que no começo do ano pode haver um split nas ações da OGX que atualmente está em R$ 1.560,00 por ação e iria para algo em torno de R$ 15,60 por ação em valores atuais.
Vamos esperar, pois eu particularmente compro tudo que Eike compra.
Ênyo Menezes
Curtas
Os EUA aprovaram um pacote de US$ 155 bilhões para a criação e manutenção de postos de trabalho na construção civil e evitar demissões funcionários públicos
Existem boatos de que a mineradora Vale irá reduzir o preço de transporte de minério de ferro à China entre 20% a 30% em 2010
As ações da TAM tiveram a maior valorização do Ibovespa ontem, após a empresa protocolar um pedido de IPO (Oferta Pública Inicial) de sua subsidiária, a Multiplus Fidelidade
Ênyo Menezes
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Bolsas asiáticas caem à espera de decisão sobre juro dos EUA
Os investidores aguardam a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sobre a nova taxa de juros norte-americana, que será divulgada ainda nesta quarta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 0,93%, para 21.611 pontos. Em Seul, a bolsa perdeu 0,10%, a 1.664 pontos. Xangai teve perda de 0,59%, Taiwan caiu 0,72%, e Sydney se desvalorizou em 0,25%. Cingapura foi na contra-mão e subiu 0,54%.
Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,93%, a 10.177 pontos. Os bancos japoneses foram destaque de alta, valorizando-se com a notícia de que reguladores globais serão generosos por um longo período antes de aplicarem restrições ao capital.
O índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 0,74% às 8h13 (horário de Brasília), para 404 pontos, derrubado pelo setor de matérias-primas e varejo.
Ênyo Menezes
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Petróleo opera em forte alta, abandonando pessimismo nas bolsas
SÃO PAULO – Embora o sinal dos principais mercados globais esteja negativo, no mercado de petróleo novas projeções da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para a demanda em 2010 impulsionam o preço do barril negociado tanto em Londres, onde opera com valorização de 1,29% sendo cotado a US$ 70,41, quanto em Nova York.
O contrato com vencimento em janeiro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 69,73 por barril, configurando uma alta de 0,13% frente ao fechamento anterior.
Opep
Em relatório divulgado nesta terça-feira (15) a Opep ampliou suas projeções para a demanda por petróleo em 2010. O grupo estima que a procura pela commodity cresça 800 mil barris por dia, o que representa um avanço de 70 mil barris em relação à sua última projeção.
As estimativas do grupo são essencialmente otimistas, mas permanecem abaixo das expectativas da AIE (Agência Internacional de Energia), que prevê demanda de 86,3 milhões de barris por dia, enquanto a da Opep totaliza 85,1 milhões de barris diários.
Apesar dos números favoráveis, o relatório mensal da organização ressaltou que nos dois primeiros trimestres do ano “os fundamentos vão continuar fracos”, mas devem apresentar melhora da segunda metade para frente.
Mercados e indicadores
Nesta sessão, os principais índices acionários do globo operam em queda, refletindo número pior que o esperado da confiança do consumidor alemão, assim como indicadores econômicos desfavoráveis nos EUA.
O indicador que mede a atividade industrial em Nova York caiu em dezembro. Os 2,55 pontos reportados no último mês representam uma abrupta desaceleração face aos 23,51 pontos registrados em novembro.
Diogo Patriota.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Análise IBOVESPA
Apesar do IBOV ter respeitado a zona de 67500 como suporte na semana passada e testado novamente o topo de 69400, tenho observado uma dificuldade na manutenção dessa alta. Alguns papéis de maior liquidez não acompanharam esse movimento, como PETRO e VALE e alguns rompimentos não abriram espaço para altas consistentes.
De qualquer forma o mercado segue em tendência de alta em busca do topo histórico na zona de 73900. O que pode estar adiando uma correção mais forte é o período de final de ano, que historicamente demonstra um viés mais altista. No curtíssimo prazo definimos o suporte na zona de 67300/67500 e a perda do mesmo sinalizaria alguma correção mais importante.
Fonte:Leandro&Stormer
Diogo Patriota.
Embraer pagará R$ 173,6 milhões em dividendos
O pagamento será feito em duas parcelas iguais, sendo a primeira no valor de R$ 86.839.805,28 no dia 20 de julho de 2010, e a segunda no valor de R$ 86.839.805,28 no dia 20 de dezembro de 2010, sem nenhuma remuneração.
14 de dezembro de 2009 - A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) vai pagar juros sobre o capital próprio referentes ao exercicio de 2009 no valor de R$ 173.679.610,56, sendo R$ 0,24 por ação, sujeito à retenção de 15% de imposto de renda na fonte.
O pagamento será feito em duas parcelas iguais, sendo a primeira no valor de R$ 86.839.805,28 no dia 20 de julho de 2010, e a segunda no valor de R$ 86.839.805,28 no dia 20 de dezembro de 2010, sem nenhuma remuneração.
Os juros sobre o capital próprio pagos serão imputados aos dividendos obrigatórios a serem pagos pela companhia em relação ao corrente exercício social, integrando tal valor o montante dos dividendos distribuídos para todos os efeitos previstos na legislação societária. Todas as ações da Embraer em circulação na data base de 21 de dezembro de 2009 terão direito aos juros sobre o capital próprio e o crédito correspondente constará nos registros contábeis da companhia em 31 de dezembro de 2009, em nome dos acionistas com base na posição acionária de 21 de dezembro de 2009.
Ainda segundo o comunicado, as ações negociadas na BM&FBOVESPA e na Bolsa de Nova York passarão a ser exdireito aos juros sobre o capital próprio a partir do dia 22 de dezembro de 2009.
As entidades fechadas de previdência complemenar, para que não sofram retenção de imposto de renda na fonte, deverão enviar até o dia 23 de dezembro de 2009, com firmas reconhecidas e documentação comprobatória dos poderes, declaração para a Embraer, cujo modelo poderá ser
solicitado.
Diogo Patriota.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Em que patamar o Ibovespa fecha 2009?
Equipe Stock Trading Bovespa
Embraer é destaque entre ganhos do Ibovespa na tarde desta sexta-feira
SÃO PAULO - Entre os principais destaques de valorização desta sexta-feira (11) na BM&F Bovespa estão as ações ordinárias da Embraer. O rali dos papéis da companhia reflete a aprovação pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de um financiamento de US$ 640 milhões para a Aerolíneas Argentinas - processo positivo para a Embraer, uma vez que a companhia argentina destinará os recursos para cobrir 85% da soma que desembolsará para a compra de 20 aviões da fabricante de aeronaves brasileira.Segundo informou a Aerolíneas Argentinas em nota, a primeira aeronave será entregue pela Embraer em julho de 2010, sendo que outras oito unidades estão previstas para serem entregues até o final do próximo ano. As outras 11 ficaram prontas em 2011.Os aviões comprados da fabricante brasileira de aeronaves servirão para modernizar a frota da Austral, subsidiária de Aerolíneas Argentinas, que faz voos domésticos e regionais.
China
Somado a isso, os investidores repercutem o contrato de financiamento e leasing de aeronaves assinado pela Embraer com uma subsidiária do CDB (China Development Bank). O acordo, segundo comunicado enviado na última quinta-feira (10), pode alcançar até US$ 2,2 bilhões nos próximos três anos e visa atender o aumento de oportunidades de aquisição de aeronaves da Embraer no país e no exterior.
Cotações
As ações Embraer ON (EMBR3) são o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa na tarde desta sexta-feira, subindo 8,88% para R$ 9,69.Com esta alta, as ações Embraer ON (EMBR3) registram valorização acumulada de 9,99% em 2009, frente a uma alta de 84,52% do Índice Bovespa no mesmo período.
Ênyo Menezes
Bolsas da Europa em alta nesta tarde
Bolsa de Frankfurt avança 1,25%
Ênyo Menezes
Com manutenção da Selic em 8,75%, Brasil tem segundo maior juro real do mundo
Ênyo Menezes
Brasileiro está mais pessimista quanto a seu próprio endividamento
Ênyo Menezes
Petróleo opera em queda, após manhã de notícias divergentes
Ênyo Menezes
Dólar comercial segue em queda diante do maior apetite ao risco
Ênyo Menezes
Onde estão aplicados os US$ 55 Bilhões de Buffet
A cada trimestre, a SEC divulga ao mercado as informações prestadas pelas empresas, incluindo a Berkshire Hathaway, do investidor Warren Buffett. O formulário da SEC (Form 13-F) não inclui ações de empresas estrangeiras que são negociadas em bolsas de outros países, como o Brasil.
Também podem ser omitidas do Form 13 uma ou outra ação, desde que haja a permissão da SEC. Há momentos em que a Berkshire pede e recebe autorização do xerife do mercado de capitais norte-americano para manter algumas aplicações confidenciais. Isso ocorre quando a Berkshire está montando uma posição. O objetivo é evitar qualquer tipo de especulação que eleve o preço do papel enquanto a empresa de Buffett está comprando.
Por exemplo, o Form 13 do segundo trimestre de 2009, divulgado pela SEC em 30 de junho de 2009, não incluiu as ações ExxonMobil nas participações da Berkshire Hathaway. Posteriormente, o investimento foi divulgado por meio de um comunicado separado.
Veja as aplicações da Berkshire Hathaway, apresentadas à SEC em 30 de setembro de 2009:
American Express – serviços financeiros
Bank of America – serviços bancários
Becton, Dickinson and Company – empresa de tecnologia médica
Burlington Northern Santa Fe – empresa ferroviária
Carmax – comercio de carros usados
Coca-Cola
Comcast corp – serviços de banda larga
Comdisco Holding Company
ConocoPhillips – empresa de energia, com reservas de petróleo e gás natural
Costco Wholesale Corporation – rede de lojas de serviços diversos
Exxon Mobil Corp – combustível e lubrificante
General Electric – prestadora de serviços e tecnologia
GlaxoSmithKline – produtos farmacêuticos
Home Depot Inc. Com – comércio varejista de construção e decoração
Ingersoll-Rd Company – soluções e inovações em equipamentos
Iron Mountain Inc. Com – soluções digitais
Johnson & Johnson Com – higiene pessoal e produtos farmacêuticos
Kraft Foods Inc. Com – alimentos
Lowes Companies Inc Com – produtos para casa e cozinha
M & T Bank Corporation Com – serviços bancários
Moody’s Com – serviços para investidores
NRG Energy, Inc. Com – empresa atadista de energia
Nalco Holding Co. Com – equipamentos e químicos para tratamento de água, corrosão e contaminação
Nike Inc. Com – produtos esportivos
Norfolk Southern Corp. Com – companhia de transporte
Procter & Gamble Co. Com – higiene pessoal e produtos farmacêuticos
Republic Services Inc. Com – coleta, transporte e reciclagem de resíduos
Sanofi Aventis ADR – produtos farmacêuticos
Sun Trusts Banks Inc. Com – empréstimo financeiro
Torchmark Corp. Com – seguros
The Travelers Companies Com – seguros
US Bancorp Com – serviços de investimentos
USG Corporation Com – materiais de construção e remodelação de indústrias
Union Pacific Corp. Com – empresa ferroviária
United Parcel Service Inc. Com – empresa de logística
United Health Group Inc. Com – serviços de saúde
Wal-Mart Stores, Inc. Com – rede de hipermercados
Wells Fargo & Co. Del Com – empréstimo financeiro, crédito pessoal
Wellpoint Inc. Com – companhia de seguro de saúde
Wesco Financial Corporation. Com – seguros, locação de imóveis e serviços de precisão em aço
Diogo Patriota.
Embraer assina contrato de até US$ 2,2 bilhões com o China Development Bank
| SÃO PAULO - A Embraer (EMBR3) assinou contrato de financiamento e leasing de aeronaves com uma subsidiária do CDB (China Development Bank). O acordo, segundo comunicado enviado na última quinta-feira (10), pode alcançar até US$ 2,2 bilhões nos próximos três anos. O contrato foi assinado diretamente com o CDB Leasing (CLC), a maior companhia financeira de leasing mantida pelo CDB. O convênio visa atender o aumento de oportunidades de aquisição de aeronaves da Embraer no país e no exterior. O leasing oferecerá vantagens de pagamentos à companhia aérea e o CDB pode analisar a compra de aeronaves diretamente da Embraer, evitando transmites burocráticos em meio à operação. Diogo Patriota |
Confira os indicadores e eventos corporativos previstos para sexta-feira
Cenário externo
Nos EUA, será divulgado o Export Prices, excluída a produção agrícola, devido à volatilidade de seus preços. Também será apresentado o Import Prices, excluído o petróleo, medida que também pode identificar pressões inflacionárias.
A Universidade de Michigan publica preliminar do Michigan Sentiment, que mede a confiança do consumidor dos EUA. Será publicado também o Business Inventories, indicador que mostra o nível de vendas e estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo com base no mês vigente.
Ainda nesta sexa-feira, haverá divulgação do índice Retail Sales, um relatório que mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. A mesma medida também é publicada desconsiderando o setor automobilístico, devido à volatilidade dos preços mês a mês.
| Indicadores | Horário de Brasília | Referência | Anterior | Expectativa |
| Retail Sales | 11h30 | Novembro | 1,4% | 0,6% |
| Retail Sales (ex auto) | 11h30 | Novembro | 0,20% | 0,40% |
| Export Prices (ex agr) | 11h30 | Novembro | 0,30% | - |
| Import Prices (ex petr) | 11h30 | Novembro | 0,40% | - |
| Michigan Sentiment (preliminar) | 12h55 | Dezembro | 67,4 pontos | 68,8 pontos |
| Business Inventories | 13h30 | Outubro | - 0,40% | - 0,20% |
No cronograma de oferta de ações, teremos o seguinte evento:
| Empresa | Tipo da Oferta | Evento |
| International Meal Company | Primária e Secundária | Início do período de reserva |
Diogo Patriota.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
COMUNICADO AO MERCADO-ELETROBRÁS
Eletrobrás perde Esperança”, relativo a Reserva Especial de Dividendos, esclarecemos aos
senhores acionistas e ao mercado em geral o que segue:
Visando uma melhor sinergia entre as nossas subsidiárias e um maior retorno para os
nossos acionistas, a Administração da Eletrobrás vem trabalhando arduamente na melhoria
da Governança Corporativa das empresas do Sistema Eletrobrás. Tais ações fazem parte
do Programa de Ações Estratégicas do Sistema Eletrobrás 2009-2012, com o foco na
excelência empresarial, rentabilidade e responsabilidade social e ambiental.
Este trabalho em curso vem sendo observado pelos acionistas da Companhia, assim como
pelos agentes formadores de opinião do mercado de capitais, razão pela qual as ações da
Companhia vêm, gradativamente, apresentando elevação nas suas cotações e volume
negociado, em patamares superiores aos observados em períodos anteriores.
Neste cenário, a quitação da Reserva Especial de Dividendos é uma das prioridades da
Administração da Eletrobrás, que vem trabalhando junto aos acionistas majoritários da
Companhia visando a elaboração de uma operação para o equacionamento desta
pendência.
Não podemos, neste momento, antecipar a data desta quitação, entretanto reiteramos o
firme propósito de resolver esta pendência o mais breve possível, no exercício de 2010.
Rio de Janeiro, 09 de dezembro de 2009
Astrogildo Fraguglia Quental
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Diogo Patriota.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Dica do dia: análise técnica avalia o mercado e traça trade para o curto prazo
Ibovespa

O mercado voltou a testar a região dos 69.000 pontos no intraday da última sessão, intensificando os sinais de topos. Para alcançar novas máximas, o Ibovespa precisa confirmar o rompimento da máxima de 69.360 pontos, afirma Wolwacz, com um volume acima da média.
Caso não consiga ultrapassar a LTB (Linha de Tendência de Baixa) de curtíssimo prazo e confirme a inflexão negativa da média móvel de cinco dias, o mercado segue para o suporte em 67.330 pontos, afirma o analista, visando a média móvel exponencial de 21 dias (66.677 pontos).
Resistências: 68.300 pontos; 68.866 pontos; 69.360 pontos
Suportes: 67.328 pontos; 66.677 pontos; 65.325 pontos
Bola da Vez
Net

No gráfico diário, o papel se encontra próximo de uma zona de suporte importantíssima, por onde passa a média móvel de 49 dias, afirma o analista, com o IFR (Índice de Força Relativa) de dois dias em nível extremamente sobrevendido.
A estratégia descrita por Wolwacz consiste na entrada ao rompimento da máxima do candle na primeira hora de pregão, na expectativa de uma abertura estável para as ações da Net. Se esta máxima for ultrapassada ao longo do dia, será executada a compra, com stop loss na mínima do candle feito.
Caso ocorra a entrada, o analista da Leandro & Stormer sugere medir a distância entre o ponto de entrada (máxima do candle de uma hora) e o stop loss da operação (mínima do candle de uma hora), para calcular o primeiro objetivo do trade.
A partir do avanço do papel, ou seja, ao ultrapassar o primeiro objetivo, Wolwacz recomenda subir o stop gain da operação a cada mínima do candle de uma hora. Com o trade já no lucro, o objetivo da operação é ser estopado ou encerrar a operação no leilão de fechamento.
Diogo Patriota.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
IR x ações: investidor desconhece tributação sobre aplicações em bolsa
SÃO PAULO - Ao longo de 2009, a mídia divulgou notícias de que a Receita Federal está atrás dos investidores de renda variável. Entre os motivos da maior fiscalização neste sentido, estão a falta de apuração de ganhos em operações em bolsa, falta de recolhimento de imposto de renda sobre ganhos em operações e falta de preenchimento do demonstrativo de apuração de ganhos na declaração de ajuste anual.
Desconhecimento ou esquecimento... o que faz o investidor deixar de recolher ou declarar impostos sobre estas operações?
De acordo com a contadora Meire Bonfim Poza, gestora da Arbor Contábil, tanto o desconhecimento quanto o esquecimento podem responder a essa questão. "No Brasil, as pessoas não têm cultura de declarar operações em bolsa, pois o mercado de capitais é novidade para o brasileiro", afirmou a especialista, em encontro que reuniu investidores no escritório da corretora Gradual Investimentos, em São Paulo.
Lacuna
O brasileiro, nos últimos anos, aprendeu a investir em ações. De acordo com os últimos dados da BM&F Bovespa, referentes a outubro de 2009, o número de investidores pessoa física na bolsa cresceu de 85.249 em 2002 para 555.768 em 2009, ou seja, um avanço de seis vezes em um período de sete anos.
Segundo Meire, o investidor brasileiro sabe como investir em bolsa, como comprar, quando vender, mas, quando o assunto é tributação, ainda existe uma grande lacuna. "O investidor não imagina que a responsabilidade pelo recolhimento e informação é dele", afirmou.
Em investimentos mais populares, como fundos de renda fixa, por exemplo, a tributação ocorre na fonte e o recolhimento é de responsabilidade da pessoa jurídica responsável pelo pagamento dos rendimentos.
Nas operações do mercado à vista, por outro lado, o recolhimento do imposto devido deve ser feito pelo contribuinte, mensalmente, até o último dia útil do mês subsequente àquele em que os ganhos tiverem sido apurados, sendo que o recolhimento deve ser feito com código Darf 6015.
Ainda nas operações do mercado à vista, quando o assunto é tributação, a única responsabilidade da instituição é a retenção do Imposto de Renda na fonte (0,005% ou 1%), de acordo com o 6º parágrafo do artigo 2º da lei 11.033 de dezembro de 2004.
"Universidades, corretoras e a própria Bolsa deviam neste tipo de ensinamento. Falta ensinar como se apura o ganho, falta esclarecimento sobre a tributação", explica.
Fiscalização x educação
O aumento da fiscalização pela Receita, segundo a contadora, pode ser olhado também de uma forma positiva. "A ação da Receita pode ser vista como uma forma de educar o investidor".
Desde que as autuações começaram, os investidores estão mais atentos ao assunto e buscando informações sobre o tema, com o objetivo de aprender e, claro, regularizar a situação, evitando o pagamento de multas e encargos.
Oportunidade única
Para Meire, uma forma de regularizar a situação frente ao Fisco é por meio do chamado Refis da Crise, instituído pela lei 11.941, que possibilita o parcelamento de dívidas com o Fisco em até 180 meses, com redução de multas e juros, entre outras vantagens.
De acordo com a gestora da Arbor Contábil, todo investidor em débito pode aderir ao programa, desde que a parcela do pagamento não seja inferior a R$ 50.
Para a contadora, o investidor que percebeu que está em débito com o Fisco pode se antecipar e buscar o parcelamento da dívida, mesmo antes de ser intimado pela Receita. Segundo ela, o procedimento ideal é retificar a declaração e aderir ao parcelamento por meio do site da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br).
Para o investidor que já foi intimado pela Receita, no entanto, o procedimento é diferente. O primeiro passo, neste caso, é procurar o auditor fiscal para apresentar a documentação das operações e deixar claro que gostaria de aproveitar o programa de parcelamento da dívida.
Em ambos os casos, é importante se apressar. As adesões ao programa terminam no dia 30 de novembro.
Fonte:Infomoney
Diogo Patriota.
Análise IBOV
Essa correção pode ser apenas o pull-back do rompimento, para isso é importante que a mínima da barra que gerou o rompimento de 67 mil pontos seja respeitada. No caso de retomada da alta e superação da máxima formada em 69400, o mercado confirmaria esse cenário positivo com boas chances de testar o topo histórico por volta de 73900. O que incomoda são as divergências baixistas no IBOV e principais papéis.
Diogo Patriota.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Maioria vê grande chance de novas medidas para conter entrada de dólares
Por: Equipe InfoMoney 04/12/09 - 20h35InfoMoney
SÃO PAULO - "Estou há três dias viajando. Vou voltar no final de semana e não tem nenhuma previsão de fazer qualquer taxação em lugar nenhum". A afirmação é do presidente Lula, feita em uma sexta-feira, dia 16 de outubro. Três dias depois, o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou a taxação de 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre capital estrangeiro em aplicações em renda fixa e ações.O descumprimento da promessa não foi esquecido pelos investidores e se reflete nas expectativas futuras sobre novas taxações. Para captar essa percepção, a Infomoney promoveu avaliação em que perguntava "Qual a chance de o governo implementar novas medidas para conter a entrada de dólares no País?".
Ênyo MenezesVolume financeiro e número de negócios na Bovespa diminuem em novembro
SÃO PAULO - A BM&F Bovespa divulgou nesta sexta-feira (4) o balanço de suas operações em novembro deste ano, com uma movimentação total de R$ 122,99 bilhões no segmento Bovespa e giro financeiro de R$ 1,76 trilhão no segmento BM&F, incluindo derivativos e commodities.Com relação a outubro, tanto o volume de movimentação quanto o total de negócios registraram queda. No segmento Bovespa, o volume de outubro ficou em R$ 154,25 bilhões, número R$ 31,26 bilhões a mais que o mês de novembro. Já o número de contratos caiu de 9.161.252 para 7.243.282.
Indicadores de mercado
O valor de mercado, ou capitalização bursátil, das 385 empresas com ações negociadas na bolsa alcançou R$ 2,27 trilhões, ante R$ 2,11 trilhões no mês de outubro, quando havia 387 empresas.Com relação às participações no valor total, o mercado a vista respondeu por 92,3% do volume financeiro, enquanto o mercado de opções correspondeu a 5,8% e o mercado a termo por 1,95%.O after market movimentou R$ 1,48 bilhão, com 83.173 negócios - também inferior a outubro, quando ocorreram 124.268 transações totalizando R$ 1,66 bilhão.
Participação de investidores
Invertendo a tendência vista nos últimos meses, os investidores pessoa física lideraram a participação no volume financeiro, com 30,28%, seguidos dos investidores estrangeiros, com 29,51% de participação, ante 33,67% no mês anterior - vale lembrar que novembro foi o primeiro mês completo após a implementação de 2% de IOF (Imposto sobre Operação Financeira) sobre capital estrangeiro na bolsa.Em terceiro lugar ficaram os investidores institucionais, com 27,78%, seguidos pelas instituições financeiras com 10,10% e empresas com 2,25%.
Investimento estrangeiro
O balanço da negociação dos investidores estrangeiros registrou saldo positivo de R$ 932,691 milhões, acumulando investimentos totais acumulados de R$ 47.225.611.317 no ano de 2009.
Clube de investimento
A BM&F Bovespa encerrou o mês de novembro com 2.904 clubes de investimento, com patrimônio líquido total de R$ 12,75 bilhões.
Ênyo Menezes
"IOF não foi suficiente para conter queda do dólar", diz operador de câmbio
Por: Heloisa Ferraz Finocchiaro04/12/09 - 15h30InfoMoney
SÃO PAULO - O governo disse nesta semana que está satisfeito com o que foi feito até agora para conter a queda do dólar face ao real. Porém, caso os resultados objetivados não sejam alcançados, novas ações podem surgir.Mas a moeda norte-americana continua caindo. A desvalorização do dólar frente ao real chega a 26,8% somente em 2009.
Em entrevista à InfoMoney TV, o operador de câmbio da Fair Corretora, Hideaki Iha, disse que é favorável à intervenção do governo no câmbio, mas que a taxação do IOF sozinha não foi capaz de segurar o dólar.Segundo Iha, há espaço para novas quedas. No médio prazo, o câmbio deve se estabilizar na faixa entre R$ 1,73 e R$ 1,75.
Ênyo Menezes
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Enquete: Em que patamar o Ibovespa fecha 2009?
Votem.
Equipe Stock Trading Bovespa
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Análise IBOV para a semana 30/11/2009-04/12/2009
Diogo Patriota.
Economia indiana cresce 7,9% no terceiro trimestre, surpreendendo o mercado
SÃO PAULO - A Índia cresceu 7,9% no terceiro trimestre, de acordo com relatório divulgado pelo governo. O crescimento do país surpreendeu analistas, que apostavam em avanço de 6,3% no período.O desempenho acima do esperado é explicado em parte pela boa performance da Índia nos setores de serviços e manufaturas, que cresceram 9,2% e 9,3%, respectivamente, também acima do esperado.Em contraponto, a agricultura indiana não mostrou o mesmo resultado, por ter sofrido os efeitos do fraco período de monções, acelerando apenas 0,9% no terceiro trimestre.RecuperaçãoA aceleração da economia é, em grande parte, resultado das medidas de estímulo tomadas pelo governo central para conter o avanço dos efeitos da crise econômica mundial.O bom desempenho da economia indiana levanta expectativas no mercado de que o Banco Central do país elevará a taxa básica de juros, uma vez que o órgão já mostra sinais de preocupação com a inflação.
Ênyo Menezes
Dólar começa a semana em queda
O dólar iniciou em queda os negócios desta segunda-feira (30).
Por volta das 9h38, a moeda era cotada a R$ 1,741, baixa de 0,17%.
Na sexta-feira, a moeda caiu 0,34%, para R$ 1,744.
O mercado brasileiro segue atento aos efeitos de um eventual calote em Dubai sobre os negócios.
O pedido de suspensão do pagamento da dívida da Dubai World, a holding que administra os investimentos do Emirado, na quarta-feira deflagrou o que pode se tornar o maior calote de um país desde o da Argentina em 2001.
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que a moratória anunciada pelo governo de Dubai para pagamento de dívidas do fundo de investimentos Dubai World não deve preocupar o governo e os bancos brasileiros. Para Meirelles, o evento é um alerta contra o "excesso de euforia".
No domingo, os Emirados Árabes Unidos ofereceram um auxílio de emergência aos bancos, a primeira medida para diminuir as preocupações de que a possível moratória de duas grandes companhias estatais de Dubai atrapalhem a melhora da economia mundial. Contudo, a injeção de liquidez nos bancos de Dubai pelo banco central do país do Golfo Pérsico, junto a promessas pela cidade-estado vizinha Abu Dhabi de oferecer ajuda seletiva a empresas de Dubai foram vistas por analistas como o mínimo a ser feito.
Ênyo Menezes
Mercado prevê aumento da inflação e superávit da balança mais baixo em 2010
Os analistas do mercado financeiro voltaram a elevar, na última semana, a sua estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2010, que passou de 4,43% para 4,45%, informou nesta segunda-feira (30) o Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com analistas do mercado financeiro.
Para o IPCA de 2009, a previsão dos analistas de mercado recuou de 4,26% para 4,25% na semana passada, informou o BC.
No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o BC calibra a taxa básica de juros para atingir metas pré-determinadas. Para 2009, 2010 e 2011, a meta central é de 4,50%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Assim, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Balança comercial e investimentos estrangeiros
Já a projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2009 caiu de US$ 25,2 bilhões para US$ 25 bilhões.
Em 2008, a balança comercial teve superávit de US$ 24,7 bilhões, com forte queda de 38,2% frente ao ano de 2007, quando o resultado positivo somou US$ 40 bilhões. Para 2010, a previsão do mercado financeiro para o saldo da balança comercial recuou de US$ 13,4 bilhões para US$ 13 bilhões de resultado positivo. No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2009 ficou estável em US$ 25 bilhões na última semana. Para 2010, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu em US$ 35 bilhões.
Juros
A expectativa dos analistas do mercado financeiro para a taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 8,75% ao ano, é de que ela comece a subir de junho do ano que vem em diante - a mesma previsão da semana retrasada. A expectativa é de que, em junho, os juros avancem para 9,25% ao ano. Em julho do ano que vem, segundo a previsão do mercado, a taxa básica de juros subiria para 9,75% ao ano e, em setembro de 2010, para 10,25% ao ano. Segundo os economistas, em outubro a taxa de juros permaneceria estável em 10,25% ao ano e, em dezembro, avançaria para 10,50% ao ano.
PIB
Os economistas do mercado financeiro baixaram, na última semana, a previsão de crescimento de 2009 de 0,21% para 0,20%. Para o próximo ano, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida estável em 5%.
A melhora nas expectativas do mercado, que por seis meses acreditou na queda do PIB em 2009, começou a acontecer somente depois de o IBGE ter informado que o PIB do segundo trimestre deste ano cresceu 1,9% na comparação com os três primeiros meses, o que tirou a economia brasileira da chamada "recessão técnica".
Taxa de câmbio
Na semana passada, dado que foi informado nesta segunda-feira (30), a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2009 permaneceu em R$ 1,70 por dólar. Para o fim de 2010, a previsão ficou estável em R$ 1,75 por dólar.
Ênyo Menezes
Bolsas da Ásia voltam a avançar, mas de olho em Dubai
As bolsas da Ásia se recuperaram nesta segunda-feira (30) depois da acentuada queda da semana passada provocada pela crise de dívida de Dubai. A avaliação de que os efeitos de um potencial calote serão limitados foi reforçada com uma série de garantias de autoridades que ajudaram a acalmar os nervos dos investidores.
A bolsa de Tóquio subiu 2,91%, a 9.435 pontos. O mercado em Hong Kong HSI disparou 3,25%, a 21.821 pontos. As ações do setor bancário, que enfrentaram a maior parte do movimento de venda da sexta-feira, lideraram os ganhos nesta segunda-feira. "Eu creio que vai dar tudo certo. No final do dia Dubai e Abu Dhabi precisam um do outro. E haverá muita pressão de países vizinhos sobre Abu Dhabi para ajudar", afirmou o gerente de fundos Mark Mobius, da Templeton Asset Management, à Reuters. As ações em Hong Kong, que sofreram a maior perda diária em oito meses na sexta-feira, e o mercado acionário de Tóquio, que encerrou no menor nível em quatro meses na semana passada, registraram os maiores ganhos na região nesta segunda-feira. O índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 2,68% às 7h46 (horário de Brasília), a 402 pontos. Enquanto isso, o indicador Thomson Reuters de ações regionais avançava 2,47 por cento. No entanto, ações nos Emirados Árabes Unidos, sendo negociadas pela primeira vez desde o pedido de adiamento de pagamento de bilhões de dólares em dívida, afundavam 7,3% em Dubai e 8,24% em Abu Dhabi.
No domingo, os Emirados Árabes Unidos ofereceram apoio emergencial a bancos para reduzir temores nos mercados financeiros, apesar de analistas afirmarem que a medida de injeção de liquidez nos bancos de Dubai pelo banco central, junto com promessas de apoio de Abu Dhabi, representaram o mínimo que poderiam fazer. Em Seul, o vice-ministro de Finanças Hur Kyung-wook, afirmou que o governo manterá um sistema de monitoramento diário até que o inicidente de Dubai seja resolvido. A bolsa de SEUL fechou subiu 2,04%, para 1.555 pontos. O movimento de alta dos mercados além dos bancos, foi liderado também por papéis do setor de construção, que foram os maiores perdedores na semana passada depois que investidores reduziram exposição aos setores mais vulneráveis à incerteza econômica. As ações do HSBC, maior banco da Europa e detentor da maior exposição aos Emirados Árabes Unidos, subiram 4,25% depois de terem caído 7,59% na sexta-feira.
Xangai avançou 3,2%, Cingapura recuou 1,09% e Taiwan teve valorização de 1,22%. Sydney teve ganho de 2,83%.
Ênyo Menezes
Bolsas dos Emirados Árabes Unidos caem, Dubai tem 'tombo' de 7%
Reuters
É o 1º dia de negócios no Emirado desde anúncio de moratória.Mercado esteve fechado desde 26 de novembro por feriado.
As bolsas de valores dos Emirados Árabes Unidos caíam fortemente nesta segunda-feira (30) e devem continuar sob pressão nos próximos dias, até que haja um maior esclarecimento sobre a situação de dívida de Dubai, disseram operadores e analistas. O movimento de venda, no entanto, não contaminou a Ásia nem os futuros de Wall Street e na Europa o impacto era limitado, assim como sobre as moedas. Na véspera, o banco central dos Emirados Árabes Unidos anunciou um novo instrumento de liquidez adicional para os bancos comerciais. Dubai pegou os mercados de surpresa na última quarta-feira ao pedir aos credores da estatal Dubai World, o conglomerado por trás de sua rápida expansão, e da Nakheel, construtora de suas ilhas, que aguardem o pagamento de bilhões de dólares em dívida, em um primeiro passo de uma reestruturação.
A bolsa de Dubai recuava 7,19%, a 1.942 pontos, às 7h01 (horário de Brasília). O índice de Abu Dhabi declinava 8,24%, para 2.670 pontos. No primeiro dia de negócios desde que Dubai pediu um adiamento do pagamento de bilhões de dólares em dívida na última quarta-feira, 15 das 32 ações de Dubai abriram no limite de baixa. Em Abu Dhabi, outro emirado, 22 das 60 ações abriram no limite.
Os papéis do Banco Nacional de Abu Dhabi perdiam 9,7%, depois de a instituição dizer ter US$ 345 milhões em exposição a duas empresas filiadas à empresa Dubai World, que enfrenta os problemas de dívida. "É muito difícil prever o que vai acontecer ou quando as coisas vão se estabilizar", disse Hashem Montasser, diretor-gerente do banco. "Precisamos de mais esclarecimentos para tomar decisões de uma melhor forma. No entanto, não há necessidade para pânico." As bolsas dos Emirados Árabes Unidos estiveram fechadas pelo feriado de Eid al-Adha em 26 de novembro e nesta semana operam apenas nesta segunda-feira e na terça-feira. "A confiança do investidor leva anos para ser construída e segundos para ser destruída", afirmou Matthew Wakeman, diretor-gerente de ações do EFG-Hermes. "Provavelmente não haverá estabilização até a próxima semana, já que esta semana é curta."
Ênyo Menezes
Confira os indicadores e eventos corporativos previstos para segunda-feira
Cenário Interno
No Brasil, o Banco Central divulga nesta segunda-feira o tradicional Relatório Focus, que compila a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. A Fundação Getulio Vargas divulga a Pesquisa de Sondagem Industrial.
| Indicadores brasileiros | Horário de Brasília | Referência | Anterior | Expectativa |
| Sondagem Industrial | 8h00 | Novembro | - | - |
| Relatório Focus | 08h30 | Semanal | - | - |
Cenário Externo
Nos EUA, foco nesta segunda-feira é para o Chicado PMI (Purchasing Managers Index), que mede a atividade industrial na região. Um número maior do que 50 indica aceleração e a previsão para o índice é de 52 pontos.
| Indicadores | Horário de Brasília | Referência | Anterior | Expectativa |
| Chicago PMI | 12h45 | Novembro | 54,2 pontos | 52 pontos |
Diogo Patriota.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Crise de Dubai não chega ao Brasil diz Mantega;Bradesco concorda
O abalo nos mercados financeiros provocado pela proposta de Dubai de adiar os pagamentos de dívidas é passageiro e não terá maiores consequências para o Brasil, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
"Acho que não vai pegar. Isso (o medo de calote) mexeu um pouco com os mercados, mas acho que aqui não vai ter maiores consequências", disse o ministro na noite de quinta-feira a jornalistas, após participar de evento com banqueiros.
Falando à Reuters, o presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse também não acreditar em maiores reflexos de Dubai sobre o Brasil.
"Foi até melhor que essas notícias vieram num dia de feriado nos Estados Unidos (Dia de Ação de Graças)", que paralisou os negócios em Wall Street, comentou.
"Assim dá tempo de os investidores pensarem melhor", disse Trabuco, ao considerar que não há exposição de bancos brasileiros naquele mercado.
Diogo Patriota.
Tensão: Índices futuros americanos amanhecem despencando
Depois do feriado de Ação de Graças de ontem nos Estados Unidos e do anúncio de calote do maior fundo de investimentos de Dubai, os índices futuros americanos amanheceram despencando. O índice futuro Dow Jones caía mais de 2% e o futuro do S&P500 quase 3%. O efeito do calote de US$ 59 bilhões em Dubai reverberou pelas bolsas do mundo inteiro. O temor dos investidores é definir qual a exposição das empresas, principalmente as financeiras, ao fundo. O FTSE de Londres, DAX da Alemanha e CAC da França caíram mais de 3% em uma sessão de grande volatilidade. No Brasil o cenário não foi diferente. A apreensão tomou conta dos mercados e o dólar comercial teve alta de 1,39%, fechado em R$ 1,751. Os juros futuros também fecharam em alta, com o contrato de janeiro de 2011 cotado à taxa de 10,28% ao ano. O Ibovespa caiu 2,25%, cotado a 66.391 pontos. Hoje é esperado um dia tenso nos mercados, com os Estados Unidos operando normalmente avaliando as conseqüências do calote.
Ênyo Menezes
Bolsas asiáticas têm forte queda após moratória em Dubai
Do G1, em São Paulo
As bolsas da Ásia tiveram fortes baixas nesta sexta-feira (27) em consequência dos temores relacionados às dificuldades financeiras de Dubai, depois que o principal grupo econômico do emirado, o Dubai World, pediu uma moratória para o pagamento de sua dívida.
Tóquio encerrou a sessão em forte baixa de 3,22%. O índice Nikkei perdeu 301,72 pontos, a 9.081,52 unidades, em consequência dos temores sobre de Dubai e também da valorização do iene em relação ao dólar. O índice ampliado Topix cedeu 18,55 pontos (-2,24%), a 811,01 unidades.
Em Hong Kong o tombo foi ainda maior, com queda de 4,84%. O índice Hang Seng perdeu 1.075,91 pontos, a 21.134,50 unidade. Outros mercados importantes também foram afetados: Xangai perdeu 2,36% e Seul recuou 4,69%.
Temor mundial
Na quinta-feira, o Emirado de Dubai declarou que vai pedir adiamento do pagamento de parte da sua dívida, o que espalhou pelos mercados o medo de que a inadimplência afete bancos expostos à investimentos ligados ao emirado.
Como consequência, bolsas de todo o mundo fecharam com perdas. No Brasil, a queda na quinta-feira foi de 2,25%. Na Europa, os principais índices caíram mais de 2%.
O governo de Dubai tentou tranquilizar os mercados afirmando que seu pedido de moratória do pagamento da dívida de US$ 59 bilhões da estatal Dubai World é necessário para "encarar o fardo da dívida".
Mas os riscos de falência do Emirado de Dubai reavivam as inquietações sobre a saúde financeira de alguns países, em especial da Europa do Leste, esmagados pelo endividamento público e enfraquecidos pela recessão mundial.
A falência de um Estado não é algo frequente. Em 2001, a Argentina se declarou inacapaz de honrar os pagamentos de sua dívida externa, fomentando graves tumultos sociais e abrindo uma crise que se alastrou por vários anos.
Porém, com a recessão, o risco desse cenário volta a ameaçar. Obrigados a socorrer os contribuintes e os bancos, os estados contraíram empréstimos com os mercados para financiar seus déficits. De acordo com a agência Moody's, a dívida pública mundial vai aumentar 45% entre 2007 e 2010.
Em consequência, os mercados podem deixar de comprar títulos de dívida pública e as obrigações emitidas por alguns Estados, ameaçando seu abastecimento de dinheiro.
"Os problemas surgem quando os mercados perdem confiança na capacidade de um país de pagar sua dívida", resumiu o economista Juan Carlos Rodado, da Natixis.
'Exagero'
Mas nos Emirados Árabes Unidos, a imprensa considera que as dificuldades financeiras de Dubai foram exageradas pelos mercados financeiros. "Reações exageradas dos mercados europeus às notícias de Dubai", destaca o jornal econômico de Abu Dhabi, Alrroya Aleqtissadiya.
Para o jornal, os mercados reagiram de maneira muito negativa ao anúncio de Dubai, quando permaneceram impassíveis diante dos números negativos do emprego na Europa e Estados Unidos.
O Gulf News de Dubai afirma que não se deve exagerar nem subestimar a situação atual, insistindo na "transparência" da medida adotada por Dubai e em estreita colaboração com o sócio, o rico emirado petroleiro de Abu Dhabi.
O jornal informa que o governo de Dubai tem uma "estratégia para enfrentar a situação" em cooperação com Abu Dhabi e que os cinco bilhões de dólares de bônus do Tesouro assinados por dois bancos de Abu Dhabi integram a mesma.
Ênyo Menezes
Com iene mais alto dos últimos 14 anos, Japão sinaliza possível intervenção
Por: Nathália A. Terra Pereira27/11/09 - 09h22InfoMoney
SÃO PAULO - A tendência de desvalorização do dólar vem preocupando muitas autoridades monetárias pelo mundo. Nesta sexta-feira (27), particularmente, foi o governo japonês quem veio a público comentando a possibilidade de intervir no mercado cambial do país."Faremos o que for necessário", disse categoricamente Hirohisa Fujii, ministro de Finanças do Japão. O iene opera a US$ 84,83, patamar não visto desde julho de 1995, ao passo que o Nikkei 225, o principal índice da bolsa japonesa, registrou nesta sexta-feira sua maior queda dos últimos oito meses.Muitos acreditam que o governo esteja sinalizando uma possível venda de iene no mercado, a fim de conter a apreciação da moeda. A última operação deste tipo realizada pelas autoridades japonesas foi em 2004, quando um montante recorde de ¥ 14,8 trilhões foi vendido ao mercado.Segundo analistas, o patamar dos US$ 85,00 deve ser a grande referência da equipe econômica do governo; abaixo disso, o iene passa a afetar significativamente o desempenho das exportadoras do país.
Exportadoras penalizadas
Um dos principais setores ameaçados pela alta da moeda nacional é o automobilístico. O diretor de operações da Nissan, Toshiyuki Shiga, afirmou há algumas semanas que a empresa discute uma eventual mudança das atividades para outros países, uma vez que o iene apreciado constitui "um grande risco" à produção no Japão.Analistas apontam também para grandes perdas financeiras nos próximos resultados de companhias do setor tecnológico, como Sony, Canon e Sharp. As três projetam um iene entre US$ 90,00 e US$ 95,00 ao final deste ano.
Deflação preocupa
O câmbio japonês valorizado afeta não somente o âmbito corporativo, mas também o cenário econômico. A alta de 8,2% do iene frente ao dólar nos últimos três meses vem sendo apontada como a principal responsável pelas pressões deflacionárias constatadas no país.O índice de preços ao consumidor japonês caiu 2,2% na comparação do mês de outubro deste ano com igual período do ano passado, próximo à queda recorde de 2,4% constatada em agosto. O temor do governo e de analistas é que a deflação possa minar a recuperação econômica japonesa frente à crise financeira internacional.
Ênyo Menezes
Em um jogo de gato e rato, bancos se tornam complexos para desviar da regulação
Por: Valter Outeiro da Silveira27/11/09 - 08h00InfoMoney
SÃO PAULO - Na busca por maior transparência nos mercados, reguladores ao redor do mundo apertam as regras sobre os bancos e buscam meios para impedir manobras contábeis e exposição exacerbada ao risco.No entanto, quanto maior e mais complexo for o banco, mais difícil será para que a regulação tenha efetividade. Partindo desse pressuposto, será por isso que os bancos são tão grandes e complexos?Em artigo, o professor da Universidade de Boston Edward Kane mostra como os bancos se mascaram em relação a sua grandeza e complexidade, bem como revela o jogo de gato e rato entre reguladores e instituições financeiras.
Estado lento, bancos rápidos
"A regulação é mais bem compreendida se for vista como um jogo dinâmico de ação e reação, no qual reguladores e regulados podem tomar um passo a qualquer momento", discorre Kane, ao ressaltar que geralmente os regulados tendem a realizar passos mais rápidos e menos previsíveis, com decorrências "menos transparentes do que aquelas tomadas pelos reguladores".Mais adiante, o professor de Boston traça um paralelo entre presente e passado. "Trinta anos atrás, os reguladores estavam focados em restringir operações básicas dos bancos, que as respeitavam. Hoje em dia, todos os tipos de organizações financeiras focam em técnicas de engenharia financeira para explorar as deficiências na supervisão do governo", avalia Kane.
Complexo de propósito
Nesse sentido, os bancos não ganham retornos de escala por se tornarem maiores, e sim se beneficiam da rede de segurança do governo por serem mais complicados, ou seja, menos transparentes aos reguladores. Em outras palavras, conglomerados financeiros preferem ser ineficientes ao invés de perderem os benefícios de uma menor regulação do governo."Á medida que as instituições se aproximam dos rótulos MDFA (Muito Difícil para Falir e Abrir) e MGAD (Muito Grande para se Adequar à Disciplina), a maximização do valor os leva ao trade-off entre a ineficiência de manterem uma estrutura complexa e os malefícios das regras mais rígidas do governo", completa Kane.
Fraudes tornam-se salários
Já não bastasse a diferença de velocidade entre gatos estatais e ratos bancários, a ponte estreita entre público e privado corrobora para elevar ainda mais tal distância. Diante deste cenário, o professor da Universidade de Boston lembra a teoria microeconômica de incentivos através de salários, na qual o trabalhador responde positivamente mediante uma melhor remuneração de sua força de trabalho.Propondo um modelo, Kane sugere que os reguladores poderiam ser pagos através de compensações que fossem remuneradas conforme seu desempenho na vigilância das instituições financeiras, durante a sua permanência na agência e mesmo após a aposentadoria.
Ênyo Menezes