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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Entenda como funciona o mercado de opções de ações na Bovespa

Contratos servem para fazer apostas sobre preços de ações.
Opções movimentaram mais de R$ 40 bilhões no ano passado.


As opções de compra e venda movimentam grandes volumes na Bovespa. Em 2009, as opções de compra totalizaram negócios de R$ 57,7 bilhões, alta de 39% sobre 2008. Já as opções de venda tiveram R$ 2,6 bilhões em negócios no ano passado. O mercado de opções no Brasil é dominado por Petrobras e Vale, que representam quase 90% do volume deste tipo de contrato.



Na Bovespa, as opções de compra e venda dizem respeito somente a ações, mas na BM&F, há opções para produtos agropecuários, como milho e café, e produtos financeiros, como dólar. As opções agropecuárias são usadas muitas vezes para produtores ou exportadores para se proteger de variações de preço entre o plantio e a entrega do produto, por exemplo.



Compra e venda

Existem dois tipos de opções: de compra e de venda. Normalmente, a opção de compra é usada quando se espera que uma determinada ação vá subir. Já a opção de venda é usada para se proteger no sentido contrário, ou seja, quando é possível que a ação caia.



As opções, conforme diz o nome, dão ao comprador do contrato a opção de comprar ou vender uma determinada ação por um preço pré-estabelecido dentro de um prazo estipulado. Quando termina esse prazo, as opções vencem, e é nessas datas de vencimento, que o principal índice da Bovespa, o Ibovespa, pode sofrer influência devido ao grande número de ações que trocam de mãos.

Pessoas físicas

De acordo com Julio Carlos Ziegelmann, diretor de renda variável da BM&FBovespa, no mercado de opções de ações as pessoas físicas são as maiores participantes. Os investidores usam as opções de duas formas, principalmente, diz ele: para se proteger ou para fazer apostas diretas.



No caso do uso das opções para proteção, um investidor que tem muitas ações de uma determinada empresa pode comprar opções que permitam que ele venda a ação por um determinado preço. Assim, ele está protegido de perdas maiores se a ação cair abaixo desse preço.



Já as apostas diretas são um pouco mais complicadas: vamos supor que uma ação hoje custa R$ 12 e o investidor compra uma opção de comprá-las a R$ 14, pagando R$ 1 pela opção. Se a ação subir para R$ 16, por exemplo, o preço da opção também subirá. O investidor pode então vender a opção e lucrar.



"A pessoa física que investe em opções conhece bem o mercado. Geralmente, as corretoras avaliam o conhecimento do cliente ou oferecem treinamentos antes de habilitá-lo a operar com opções", diz Ziegelmann.



Ele explica que, no vencimento de uma opção, se ela puder ser exercida (se valer a pena usá-la), o volume financeiro da Bovespa pode subir bastante no dia. Além disso, com muitas pessoas comprando ou vendendo uma determinada ação, por conta das opções, isso pode influir no preço da ação propriamente dita.



Exemplos

Veja abaixo exemplos de negócios com opções de compra:



A ação da empresa fictícia XYZ fechou cotada a R$ 50 nesta sexta (22).



Vamos supor que o investidor Fulano compre de Sicrano uma opção que dá o direito a ele de comprar a ação por R$ 52 em 22/02, e paga R$ 4 por esse contrato.



No primeiro cenário, em 22/02 a ação da XYZ vale R$ 60. O investidor Fulano exerce sua opção, compra de Sicrano a ação da XYZ por R$ 52 e vende a um terceiro investidor por R$ 60.



Como ele gastou um total de R$ 56 (R$ 4 da opção em si e R$ 52 para comprar a ação), ele embolsa um lucro de R$ 4. Sicrano tem um prejuízo de R$ 4, pois vendeu por R$ 52 uma ação que agora vale R$ 60 (prejuízo de R$ 8), mas havia recebido R$ 4 pela opção.



Em outro cenário, o dia 22/02 chega e a ação da companhia XYZ cai e vale só R$ 48. Fulano então simplesmente não exerce sua opção, pela qual já pagou R$ 4; Sicrano tem um lucro de R$ 4.



Um raciocínio similar vale para a opção de venda. Veja os exemplos abaixo:



A ação da empresa fictícia XYZ fechou cotada a R$ 50 nesta sexta (22).

O investidor Fulano tem ações da XYZ e compra de Sicrano uma opção que dá o direito a ele de vender a ação por R$ 50 em 22/02, pagando R$ 4 por esse contrato.



No primeiro cenário, em 22/02 a ação da XYZ vale R$ 42. Fulano exerce sua opção, vende sua ação por R$ 50 a Sicrano, embolsando R$ 4 de lucro (uma vez que pagou R$ 4 pelo direito de venda). Sicrano tem prejuízo de R$ 4.



Em outro cenário, porém, a ação da XYZ vale R$ 52 em 22/02. Fulano simplesmente não exerce sua opção, tendo prejuízo de R$ 4 (valor que pagou pela opção); esses R$ 4 vão para a mão de Sicrano.

Diogo Patriota.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Análise IBOVESPA

IBOV segue em tendência de alta, mas....

O mercado segue em correção desde o novo topo formado em 71 mil pontos. Com a perda do suporte imediato em 69400, o mercado indica a saída de uma correção lateral para oferecer alguma movimentação mais aguda nos preços, com objetivo imediato na zona de 67800/68400. A perda desse patamar de suporte pode levar a uma correção completa da perna de alta anterior, na faixa dos 66 mil pontos.

Olhando para um prazo maior, existem boas possibilidades de teste do topo histórico na faixa dos 73900 pontos, mas desde os 60 mil pontos tenho apertado o controle de risco e operado com mais cautela na ponta compradora por conta da forte movimentação desde o fundo nos 30 mil pontos. Continuo com uma postura defensiva diante da proximidade do topo histórico e da desaceleração do movimento ascendente nos últimos meses. Uma das ferramentas que medem a velocidade do mercado é o IFR. As divergências baixistas são sinais de desaceleração do movimento, o que pode gerar uma reversão. A alta do final de 2009 e início de 2010 geraram uma tripla divergência no IFR nas últimas semanas, o que deve gerar pelo menos a ter mais cuidado com novas posições compradas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS

COMUNICADO AO MERCADO

A BM&FBovespa encaminhou à Eletrobrás o seguinte pedido de esclarecimento:
“Solicitamos esclarecimentos sobre o teor da notícia veiculada no jornal Folha de São Paulo, edição de 13/01/2010 sob o título “Governo prepara socorro à estatal de energia de Goiás”, bem como outras informações consideradas importantes”.
Em atenção ao solicitado e em complementação ao nosso Comunicado ao Mercado de 21 de Setembro de 2009, em relação à matéria veiculada na imprensa relativa à negociação em curso para quitação das dívidas da empresa CELG Distribuição S.A., esclarecemos aos senhores acionistas e ao mercado em geral que está sendo desenvolvido estudo técnico para viabilizar econômica e financeiramente aquela empresa através de uma operação de reestruturação empresarial onde a Eletrobrás poderá vir a participar com até 41% do capital da empresa Companhia CELG de Participações S.A. - CELGPAR, de acordo com autorização legislativa estadual já existente para esta empresa holding. O assunto em questão ainda se encontra em fase de análise e negociação, não havendo, portanto, qualquer decisão societária sobre este assunto.
Conforme já mencionado a Eletrobrás é parte integrante da negociação de equacionamento da situação econômico-financeira da Celg Distribuição S.A. e oportunamente informaremos ao mercado a conclusão da mesma.

Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2010


Astrogildo Fraguglia Quental
Direto Financeiro e de Relações com Investidores

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Parmalat nega acordo com JBS, mas confirma conversas com "empresas do setor"

SÃO PAULO – Após os rumores de que a Parmalat (LCSA3 e LCSA4) seria comprada pela JBS Friboi (JBSS3) se espalharem no mercado, a controladora da empresa, a Laep (MILK 11), veio a público informar que não confirma nenhum negócio feito com o frigorífico.

Segundo comunicado ao mercado divulgado na manhã desta quarta-feira (6), a empresa fala que “desconhece ato ou fato de caráter político, administrativo, técnico, negocial ou econômico-financeiro ocorrido ou relacionado aos seus negócios que não tenha sido oportunamente informado ao mercado”.

Com isso, a empresa isenta-se de responsabilidade por qualquer movimentação de seus BDRs (Brazilian Depositary Receipts) no dia, no tocante às oscilações de volume e número de negócios registrados. Os papéis sobem 17,69%, cotados a R$ 1,53.

“A companhia reitera sua preocupação com as conseqüências tanto para suas operações como para a negociação dos seus BDRs decorrentes dessas disseminações”, informa o comunicado.

Negociações
A empresa também comenta, em nota, que desde setembro de 2008, continua em amplo processo de reestruturação de suas operações e readequação de seu passivo oneroso e, por conta disso, vem mantendo contato com diversos interessados, entre eles participantes operacionais do setor de alimentos e representantes do mercado financeiro.

“Nesse quesito, vale ressaltar matéria publicada nesta data no jornal Valor Econômico confirmando que as ações da Laep têm sido alvo de constantes especulações nos últimos meses, em datas que coincidem com a disseminação de boatos", ressalta.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

COMUNICADO AO MERCADO-ELETROBRÁS

Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS

COMUNICADO AO MERCADO

Em relação a matéria veiculada no Jornal do Commercio do dia 31 de dezembro de 2009, sob o título “MP garante ajuda do BNDES”, na qual foi mencionada a Reserva Especial de Dividendos da Eletrobrás, reiteramos aos senhores acionistas e ao mercado em geral que a quitação da Reserva Especial de Dividendos é uma das prioridades da Administração da Eletrobrás, que vem trabalhando junto aos acionistas majoritários da Companhia visando a elaboração de uma operação para o equacionamento desta pendência.
Mantemos o firme propósito de resolver esta pendência o mais breve possível, entretanto, não podemos, neste momento, antecipar a data e a forma desta quitação.

Rio de Janeiro, 04 de janeiro de 2010

Astrogildo Fraguglia Quental
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Melhor investimento de 2009: Ibovespa sobe 82,66% em seu melhor ano desde 2003

SÃO PAULO - Para apagar um 2008 que significou seu pior desempenho desde 1972, o Ibovespa deu a volta por cima e subiu nada menos que 82,66% em 2009, seu melhor ano desde 2003. De longe a melhor escolha de investimento do ano.

Bem atrás aparecem as alternativas de renda fixa, como CDI (retorno nominal de 9,8% em 2009), CDB (9,7%) e poupança (6,9%). Enquanto dólar e ouro se mostraram escolhas pouco interessantes, já que acumularam retorno nominal negativo. Para se ter uma ideia, a desvalorização do dólar comercial em 2009 foi de 25,4%, a maior desde que o Real foi criado, em 1994.

Por fim, o ouro, que vem de repique nas últimas semanas do ano e até o início de dezembro marcava forte valorização, perdeu fôlego no final e fechou 2009 no vermelho.

O 2009 dos mercados
O ano começou com a dúvida da eficácia dos pacotes emergenciais de socorro às economias em todo o mundo e termina com a dúvida se estas economias conseguirão caminhar sem eles daqui em diante.


Var. do Ibovespa
Janeiro +4,66%
Fevereiro -2,84%
Março +7,18%
Abril +15,55%
Maio +12,49%
Junho -3,26%
Julho +6,41%
Agosto +3,14%
Setembro +8,90%
Outubro +0,05%
Novembro +8,93%
Dezembro +2,30%


Nem tinha como ser diferente. O que o mercado tinha em mãos ao início de 2009 era uma enxurrada de indicadores deteriorados da economia real, fraco desempenho corporativo - que se refletia em milhares de demissões ao redor do mundo e só traziam mais desalento - e temor de que os ocorridos em setembro (quebra do Lehman Brothers) e outubro (mínimas das bolsas globais) de 2008 ainda não significavam o fundo da maior crise desde a década de 1930.

A situação dos bancos era nebulosa, o mercado de crédito resistia em voltar a fluir, a economia ainda sentia o peso das consequências da crise e os pacotes de estímulo econômico ainda estavam em fase de implementação. Difícil dar muito crédito às projeções de que, dali em diante, o caminho era de retomada.

Este primeiro momento de desconfiança demorou a ceder espaço. A virada viria somente ao final de março, sem um marco único, mas sim por uma junção de fatores: percepção de que o ritmo de contração dos indicadores econômicos diminuia, retomada gradual dos lucros corporativos e primeiros sinais de eficácia dentre as medidas governamentais são alguns deles.

Seria errado falar que o cenário dos mercados de capitais transigiu tranquilamente. Até mesmo o ambiente de melhores perspectivas, visto a partir do segundo trimestre e com corpo nos últimos meses do ano, veio sempre acompanhado de questionamentos. As melhoras vistas naquele primeiro momento se conservariam? Será que as perspectivas não estavam demasiadamente otimistas? A precificação de retomada não estava exagerada - estava em formação uma bolha nos ativos de risco?

Depois de um meio de ano recheado de pregões vigorosos, os últimos meses de 2009 viriam para frear um pouco o ritmo de recuperação. Independente do quão fundamentados ou exagerados foram os ganhos na renda variável, os mercados novamente freiam o ritmo de compras e preferem "esperar para ver", sendo que agora as dúvidas são outras.

Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos:

Investimento 2009 Real* 2008 Real**
Ibovespa +82,66% +85,85% -41,22% -46,48%
CDI*** +9,81% +11,73% +12,04% +2,02%
CDB **** +9,72% +11,64% +12,30% +2,26%
Poupança +6,92% +8,79% +7,90% -1,75%
Ouro -3,05% -1,35% +32,13% +20,31%
Dólar Ptax -25,49% -24,19% +32,00% +20,19%
IGP-M -1,72% +9,81%

* Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em -1,72% em 2009
** Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em +9,81% em 2008
*** Taxa Efetiva Anbima
**** Taxa pré 30 dias

Não podemos deixar de citar que em 2009 o Brasil mostrou sua força. O terceiro grau de investimento, a conquista da sede das Olimpíadas de 2016, o forte fluxo de investimento estrangeiro, os números da nossa economia e o posicionamento das nossas empresas em âmbito global são apenas alguns dos elementos que simbolizam como o Brasil performou durante este 2009 de saída da crise - até renderam uma capa na conceituada revista The Economist. Há quem diga que não somos mais emergentes, já emergimos.

O Brasil é a bola da vez, nossa bolsa é a que mais subiu no mundo (medindo o desempenho em dólar dos índices de ações). O governo quer evitar a formação de uma bolha nos ativos financeiros e conter a desvalorização do dólar, e para isso taxou capital estrangeiro e emissões de DRs - medida que rendeu muitas críticas e poucos resultados. Para o início de 2010, vale a pena monitorar o fundamento por trás dos 82,66% de alta do Ibovespa no ano que termina.

Diogo Patriota.

Frases

"Acreditamos que atribuir o nome de investidores àqueles que negociam freneticamente é como chamar de romântico alguém cujos namoros só duraram uma noite"

Warren Buffet