Os fundos de ações do Brasil levantaram US$ 90 milhões na semana encerrada dia 28 de outubro, a sétima semana seguida de fluxo positivo.
No entanto, os números podem ser contrastados com os dados da própria Bovespa, que mostra vendas líquidas de quase R$ 3 bilhões na primeira semana de vigência do IOF (entre 20 e 27 de outubro).
Cabe destacar que os ingressos captados pela EPFR Global aconteceram mesmo com o ambiente global menos favorável aos ativos de risco. Em seu relatório semanal, a consultoria notou que conforme a euforia com os resultados trimestrais nos Estados Unidos cedeu espaço à dúvida trazida por dados econômicos contraditórios, os mercados mundiais de ações perderam fôlego.
E os emergentes não escaparam disso. Depois de duas semanas com entradas recordes na casa de US$ 4 bilhões, a captação de novos recursos por essas carteiras caiu para US$ 2,2 bilhões na semana encerrada dia 28 de outubro.
"Os bons resultados corporativos, vistos nas últimas semanas como combustível para uma recuperação sustentada, passaram a ser enxergados como munição para os governos e bancos centrais que pretendem fechar as janelas de estímulo fiscal e monetário", resumiu Cameron Brandt, analista-sênior da consultoria.
Outras regiões
Entre as principais categorias, os mercados emergentes globais seguiram na liderança, obtendo US$ 1,54 bilhão. O grupo Ásia (exceto Japão) ganhou outros US$ 433 bilhões.Com ajuda do Brasil, os fundos da América Latina, que viram seu portfólio ter desvalorização de 7,7% na semana, levantaram US$ 195 milhões. Já os emergentes da Europa, Oriente Médio e África receberam US$ 104 milhões.
O grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) mostrou sua resistência, levantando US$ 225 milhões na quarta semana do mês. Isso eleva o montante acumulado no ano para cima dos US$ 4 bilhões.
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