O mercado brasileiro viveu nesta semana um dia como não se via há quatro meses: uma onda de venda de ações culminou no pior dia para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em quatro meses na terça-feira (20). A queda de 2,88% registrada no dia significou, em valores, uma perda de R$ 55 bilhões para as empresas listadas no principal índice brasileiro, o Ibovespa.
Para analistas de mercado consultados pelo G1, tratou-se de um “soluço” do mercado nacional. Os fundamentos da economia brasileira, dizem eles, continuam os mesmos.
Na quarta-feira (21), o “pânico” com a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) parecia ter passado. No meio do pregão, o mercado brasileiro chegou a subir 2,8%. O fechamento foi em leve alta, de 0,28%, e só não foi mais positivo por conta do desânimo do mercado americano com o setor bancário, após uma avaliação negativa referente ao Wells Fargo, um dos que mais sofreram com a crise econômica internacional, no ano passado.
Apesar de considerarem que o governo errou ao anunciar a cobrança dos investidores estrangeiros sem antes preparar o mercado, analistas disseram que a medida não afeta as expectativas para a economia brasileira para o ano de 2010, que incluem aumento dos investimentos de empresas, como os já anunciados por Vale do Rio Doce e Gerdau, além de uma previsão de alta de até 5% para o Produto Interno Bruto (PIB).
Diogo Patriota
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