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sábado, 17 de outubro de 2009

Merrill Lynch vê pouco espaço para continuidade do rali em 2009

SÃO PAULO - Enquanto os investidores não se decidem sobre possíveis exageros nos preços das ações, analistas do BofA Merrill Lynch estudam a relação de quatro ativos de destaque e o desempenho dos mercados de ações globais, trazendo pouca esperança de continuidade do rali.Para isso, os analistas testaram a sensibilidade do índice MSCI ACWI, umas das referências acionárias mundiais, às flutuações de petróleo, dólar, yields de Treasuries de 10 anos e bônus corporativos, entendidos como drivers do mercado ações.Fundamentos"Quando combinados em uma simples equação de regressão, eles podem juntos explicar 89% do nível atingido pelo MSCI ACWI", explicam os analistas Michael Penn e Michael Hartnett, responsáveis pelo estudo do BofA Merrill Lynch."Comparar o quadro de indicadores com o nível atual ajuda o investidor a se guiar quando o mercado parece sobrevendido ou sobrecomprado", completam.Com base em três cenários distintos - otimista, pessimista e o mais provável, de acordo com o BofA Merrill Lynch -, os analistas ponderaram os níveis teóricos que o índice atingiria, chegando à conclusão de que há pouco espaço para nova alta para os mercados globais no último trimestre.CenáriosConsiderando as projeções mais otimistas para as quatro variáveis, os analistas estimam que o MSCI ACWI poderia atingir 361 pontos, uma evolução de 24% em relação ao atual patamar. Isso, no entanto, requere que o preço do petróleo suba 19% e o dólar se deprecie, além da forte expansão do crédito corporativo e do rendimento das Treasuries.Já no cenário pessimista, o índice poderia registrar queda de 15%, em função de fatores como o barril de petróleo cotado a US$ 65, valorização do dólar e leve contração do crédito corporativo.Se a virtude está no meio, os analistas do Bank of America também traçaram um cenário com as projeções da equipe econômica da instituição, que implicam manutenção das variáveis em patamares próximos aos atuais até o final deste ano. Com isso, o potencial de valorização teórico do índice global limitar-se-ia a 3%.
Fonte: InfoMoney

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