Desde 10/08/2009

Entre no Chat sobre ações e opções

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Bolsa mira 80 mil pontos em 2010 com recuperação global

Depois de ir do céu ao inferno em meio ao recrudescimento da crise financeira na segunda metade de 2008, a Bovespa deu a volta por cima em 2009, com a retomada dos IPOs e uma revoada de capital estrangeiro. Só para lembrar, a Bovespa foi palco das maiores ofertas de ações do mundo este ano - Santander (R$ 13,2 bilhões) e Visanet (R$ 8,4 bilhões). O mercado brasileiro de ações iniciou 2009 abaixo de 38 mil pontos, mas conseguiu avançar nada menos do que 84%, e termina o ano ostentando a maior valorização do mundo, surpreendendo boa parte dos especialistas. Apenas a Bolsa de Xangai tem um ritmo de crescimento semelhante no ano, de 78%.
Essa valorização do Ibovespa acumulada em 2009 é ainda mais estonteante quando comparada à rentabilidade do índice Dow Jones, de 19,6%, que por sua vez é similar às das bolsas de Londres, 19,9%, e Paris, 19% - dados computados até ontem. A Bovespa amargou somente dois meses de perdas (fevereiro e junho). O mercado de ações brasileiro está bem perto de recuperar o recorde histórico de 73.516 pontos, atingido em maio de 2008.

Para 2010, a promessa é de um ano muito favorável à Bolsa brasileira, sustentado principalmente pelo crescimento da economia doméstica, já que o mundo tende a apresentar recuperação moderada. Mas os ganhos fartos vistos neste ano não devem se repetir com a mesma intensidade e a volatilidade pode ser exacerbada em função de variáveis externas. As previsões para o Ibovespa giram em torno de uma valorização 25% a 30%, o que colocaria o índice à vista no patamar dos 80 mil/89 mil pontos.

Apesar de parecer muito, após o excelente ano de 2009, a Bovespa ainda tem espaço para continuar avançando por causa da boa perspectiva de crescimento econômico para 2010 e da melhora dos fundamentos, afirma o diretor de Investimento da HSBC Global Asset Management, Mario Felisberto. Ele projeta o índice à vista em torno de 80 mil pontos, com um aumento de 28% nos lucros das empresas brasileiras.


Ênyo Menezes

Nenhum comentário:

Postar um comentário