O fato de a Petrobras ter sido confirmada hoje pelo governo como a operadora de todos os blocos das gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal não impressiona investidores estrangeiros como Wayne Kozun, vice-presidente do fundo de pensão canadense Ontario Teachers Pension Plan (na foto ao lado). Um dos maiores 15 maiores fundos de pensão do mundo, com ativos de 87 bilhões de dólares, o Ontario Teachers tem pouco mais de 70 milhões de dólares aplicados na Petrobras. Por quê? "Porque não há garantias de que o interesse do acionista privado prevalecerá sempre. A empresa pode fazer política social", disse ele há pouco ao blog.
Seu maior investimento no Brasil é a petroleira OGX, controlada pelo empresário Eike Batista - o fundo tem 1 bilhões de dólares em ações da companhia, que concorre com a Petrobras. Veja os principais trechos da entrevista de Kozun:
As novas regras anunciadas hoje pelo governo vão beneficiar as ações da Petrobras?
Ainda não dá para saber. Faltam detalhes sobre como as concessões serão operadas - por exemplo, a Petrobras terá acesso a que tipo de receitas? Além disso, é preciso entender como será a participação do setor privado, que inevitavelmente atuará nesse nicho.
A capitalização de empresa por meio de uma nova oferta de ações que pode chegar a 100 bilhões de reais é um risco para os acionistas?
Pode ser. Mas o principal fator, para quem olha o longo prazo, é quais serão as regras definitivas de exploração do pré-sal.
Você pretende rever seus investimentos na Petrobras?
Não. Temos uma participação pequena na empresa. Pretendemos manter a OGX como o maior investimento nessa área no país.
Por quê?
Principalmente porque a OGX é uma empresa inteiramente privada – e, assim, sua grande responsabilidade é com os acionistas. Os papéis da empresa, que caíram no começo do ano, se recuperaram recentemente, Já a Petrobras pode ter de fazer política social.
fonte:portalexame
Equipe StockTrading.
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