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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mais Eletrobrás

Em meio às declarações de Lobão, Fator reitera sugestão para Cesp e Eletrobrás

SÃO PAULO - Analisando as duas declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em torno do setor de distribuição energética, a Fator Corretora reiterou sua recomendação de compra aos ativos da Cesp (CESP3) e de atraente aos papéis ordinários da Eletrobrás (ELET3), mantendo os preços-alvo de R$ 28,00 e R$ 35,00, respectivamente - upsides de 22% e 23% em relação à cotação de fechamento da terça-feira (15).

A primeira argumentação de Lobão refere-se à renovação dos contratos de energia. Segundo o noticiário local, Lobão pretende anunciar uma solução para a renovação das concessões das usinas de geração e linhas de transmissão que vencem em 2015, e que nesse caso é necessário mudar a lei.

De acordo com os especialistas, tal proposta pode ser negativa para as duas companhias analisadas pela corretora, já que ambas possuem um alto número de concessões com vencimento em 2015. Além disso, afirmam que o governo "busca sempre modicidade tarifária" nesse tipo de processo.

Contudo, a Fator acredita que as empresas - principalmente a Cesp - devam apresentar resistência à medida, o que pode levar a uma modificação na proposta governamental. A instituição também aponta a questão do tempo na resolução desse impasse. "Como exige uma nova lei todo esse processo deverá ser demorado", afirma.

Retirada da Eletrobrás do superávit primário é positivo
A outra declaração do Lobão refere-se à negociação com o Ministério da Fazenda acerca da possibilidade de aumentar os investimentos no ano que vem e retirar a Eletrobrás do cálculo do superávit primário, onde terá que contribuir com R$1,6 bilhão em 2010.

De acordo com os avaliadores, essa notícia tem um viés positivo, uma vez que os dividendos em atraso da companhia podem ser incluídos nesta proposta. Acreditando que essa negociação se conclua antes de dezembro, eles ressaltam que esta poderá ser a "última chance para se pagar os dividendos em atraso da companhia" no atual governo, já que teremos eleições no próximo ano.


Diogo Patriota

Por: Equipe InfoMoney
15/09/09 - 20h25
InfoMoney

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